Dr Guilherme Targino

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Redução de Mama

Redução de Mama

Muitas mulheres desejam aumentar o tamanho dos seios e optam pela cirurgia de prótese de silicone (prótese de mama), no entanto, outras escolhem o caminho contrário: reduzir o tamanho das mamas.

O aumento anormal das mamas transpassa a questão estética e pode ser responsável por uma série de problemas funcionais que afetam a qualidade de vida das mulheres.

Seios muito grandes podem levar a fortes dores nas costas, nos ombros, assaduras ao redor das mamas e incômodos como marcas profundas na pele devido a alça de sutiã utilizada para sustentar o peso dos seios.

Essas alterações prejudicam o bem-estar das mulheres e podem ser irreversíveis caso não sejam tratadas corretamente, pois podem modificar a anatomia da coluna vertebral, ocasionando problemas graves como hernias de disco e desvios na coluna. Por conta disso, os pacientes buscam realizar a redução de mama (mamoplastia redutora).

O que é a redução de mama (Mamoplastia Redutora)

Devido aos problemas causados pelo tamanho das mamas, muitas mulheres consideram realizar a cirurgia de redução de mama (mamoplastia redutora) uma cirurgia corretiva cujo objetivo é diminuir o tamanho e o volume das mamas quando a mulher tem dor nas costas e no pescoço devido ao tamanho dos seios.

A cirurgia também é aconselhada para casos em que a mulher apresenta o tronco curvado, provocando alterações na coluna devido ao peso dos seios. A postura irregular pode acarretar alterações na coluna vertebral, especialmente nas regiões cervical e lombar. A má postura causada pelo tamanho dos seios pode desencadear dores geralmente difusas e que podem se espalhar por outras partes do corpo como para os ombros, por exemplo. Pacientes com grande aumento das mamas, ou seja, pacientes que sofrem com peso excessivo das mamas representam a principal causa da dor na coluna. A má postura provocada pelo tamanho excessivo dos seios não tem consequências apenas estéticas, mas também pode ser responsável por problemas físicos que prejudicam a qualidade de vida das mulheres. Manter uma postura errada pode afetar outras partes do corpo e comprometer a saúde do paciente.

A cirurgia de redução de mama (mamoplastia redutora) funciona como um procedimento reparador ou funcional uma vez que recupera a qualidade de vida da paciente.

Entretanto, a cirurgia é realizada não apenas em casos em que o paciente apresenta problemas causados pelo tamanho excessivo da mama. Algumas mulheres optam pela cirurgia por questões estéticas, principalmente quando não estão satisfeitas com o tamanho de seus seios. Isso pode afetar a sua autoestima.

Nesse caso, a cirurgia de redução de mama (mamoplastia redutora) visa reduzir o tamanho das mamas, melhorando a sua harmonia com o tórax e o conjunto corporal. A cirurgia é indicada para mulheres que possuem naturalmente os seios volumosos e que se queixam disso por questões estéticas e de vaidade.

A cirurgia de redução de mama (mamoplastia redutora)

Existem diferentes técnicas utilizadas na realização da cirurgia de redução de mama (mamoplastia redutora), mas, de uma maneira geral, os cirurgiões realizam o procedimento de retirada do tecido mamário, gorduroso e pele de uma determinada região da mama. Após a retirada de parte da mama, os cirurgiões remodelam os seios das mulheres no formato natural da mama.

Antes de realizar a cirurgia de redução de mama (mamoplastia redutora), o médico pede a realização de exames de sangue e mamografia.

Dependendo do caso e de cada paciente, o profissional pode ainda ajustar as doses de alguns medicamentos que o paciente esteja tomando e recomendar o fim do uso de remédios como aspirina, anti-inflamatórios e remédios naturais, uma vez que esses medicamentos podem aumentar o sangramento. Para pacientes fumantes, o médico recomenda parar de fumar por cerca de 1 mês antes da realização da cirurgia de redução de mama (mamoplastia redutora).

Com relação à extensão e o formato da cicatriz, podem variar de acordo com cada caso. Isso está diretamente relacionado ao tamanho da mama de cada paciente. Quanto menor a mama, menor será a cicatriz. Geralmente a cicatriz pode variar entre uma discreta marca periareolar até uma cicatriz um pouco maior, em formato de T invertido - que se inicia ao redor da aréola e se complementa com uma linha vertical e outra horizontal.

O tempo médio de duração da cirurgia é de duas a três horas, podendo variar de acordo com o nível de complexidade de cada caso. A anestesia recomendada pode ser geral ou em alguns casos a peridural com sedação. Na maioria dos casos, a paciente vai para o quarto logo após a cirurgia e a recuperação pós-anestésica permanece hospitalizada por cerca de 1 dia em observação.

Pós-operatório da cirurgia de redução de mama (mamoplastia redutora)

Após a realização da cirurgia é comum que os pacientes apresentem sintomas de dor na região operada, por isso, é recomendado utilizar um sutiã com um bom suporte, tanto de dia quanto à noite. Deve-se optar por posições que favoreçam a sua postura e que não comprometam a cirurgia. É recomendado se deitar apenas de barriga para cima para evitar comprometer os pontos. A mulher deve evitar esforço nos 15 primeiros dias. Durante os 30 primeiros dias é proibido movimentos bruscos com os braços, pegar peso, deitar de lado ou de bruços e elevar os braços acima da linha dos ombros. O paciente deve tomar os analgésicos indicados pelo médico, como Paracetamol ou Tramadol, por exemplo.

Geralmente, os pontos devem ser removidos cerca de 8 a 15 dias após a cirurgia e, durante esse tempo, portanto, deve-se evitar movimentos bruscos e o repouso é recomendado. O paciente não deve dirigir ou ir à academia. Deve-se evitar exposição ao sol e a alimentação pode ser normal, mas é sempre bom evitar excessos.

É importante que a família se comprometa com a recuperação do paciente o ajudando a repousar e evitar esforço físico. Assim, a recuperação ocorre de forma satisfatória e o paciente pode voltar a suas atividades de rotina o quanto antes.

Em alguns casos, a mulher pode ainda ficar com um dreno por cerca de 3 dias após a cirurgia. Quando isso acontece é para drenar qualquer excesso de sangue e de fluido que se possa acumular no organismo evitando complicações, como infecção.

Nos primeiros 6 meses após a cirurgia os cuidados continuam. O paciente ainda deve evitar exercícios físicos mais pesados, especialmente aqueles que envolvem movimentos com os braços como levantamento de pesos ou musculação.

A fisioterapia também pode ser uma aliada na recuperação após a cirurgia. Um dos tratamentos aconselhados são sessões de drenagem linfática. Os objetivos das massagens é reduzir os inchaços no local e remodelar as cicatrizes.

Considerações finais

A redução de mama (mamoplastia redutora) é uma cirurgia plástica e como qualquer procedimento desta natureza apresenta riscos porque podem surgir algumas complicações como infecção, trombose ou rompimento dos pontos. É importante que a cirurgia seja realizada por profissionais qualificados que apresentam cadastro ativo no Conselho Regional de Medicina da região em que atua e se, de fato, é habilitado em cirurgia plástica. Algumas intercorrências podem surgir no período pós-operatório, no entanto, não interferem no resultado. Algumas equimoses (manchas roxas na pele), edema (inchaço), pequenos hematomas que podem drenar espontaneamente ou necessitar drenagem cirúrgica, eliminação de pontos internos (por volta de três semanas) entre outros podem surgir, mas não vão afetar o resultado da cirurgia. Outras consequências mais graves podem ocorrer, no entanto, são raras.

Em alguns casos, pode ocorrer infecção, abertura de pontos, necrose parcial ou total da pele das aréolas, hematomas que precisam ser drenados, necrose da gordura no local dos pontos internos, além de consequências que podem acontecer em ocorrência de qualquer gravidade em relação a cirurgia plástica.

No caso de mulheres que pretendem engravidar após terem se submetido a cirurgia de redução de mama (mamoplastia redutora) podem ocorrer alteração da forma e elasticidade da pele como por exemplo formação de estrias e pigmentação das aréolas e das cicatrizes.

Diante desses casos mais raros, é fundamental que o paciente mantenha a calma e converse com o médico que cuidará atentamente do caso que ele saberá orientar o paciente da melhor forma possível. A escolha de um bom cirurgião plástico é fundamental. Um bom profissional deve perguntar sobre as expectativas de cada paciente antes da realização da cirurgia plástica. O atendimento deve ser individualizado, com paciência e sem pressa, respeitando assim as características de cada paciente.

Cada cirurgião deve orientar seus pacientes sobre qual procedimento é o mais indicado para as suas necessidades. É fundamental que ele dê informações sobre o procedimento cirúrgico, como nível de complexidade de cada cirurgia, tipo de anestesia que o paciente vai ser submetido, internação, repouso, restrições no cotidiano durante o período de recuperação e cuidados gerais.

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